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Banco do Brasil vai retirar vigilantes da agência Setor Público

A agência Setor Público do Banco do Brasil, localizada no piso superior da agência da avenida Calama com Salgado Filho, em Porto Velho, vai ficar sem vigilantes a qualquer momento. A agência ao lado, com entrada para a Calama e que atende ao público, foi palco da ação de criminosos há exatamente dois anos - quando dois caixas eletrônicos foram explodidos e uma grande quantidade de dinheiro foi levada.
É esta a denúncia passada por funcionários ao Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), o que comprova o descaso dos bancos que insistem em desrespeitar as leis federais, estaduais e municipais de segurança bancária.
"Essa informação apenas confirma o que já denunciamos há muito tempo, que é o total desrespeito das instituições financeiras com o direito fundamental à segurança garantido pela Constituição e uma afronta às leis que já existem a nível nacional, estadual e federal e que obrigam os bancos a priorizarem a segurança de seus trabalhadores e dos clientes e usuários. Há, inclusive, lei aprovada em abril de 2017, de autoria do deputado estadual Hermínio Coelho (PDT), que determina a presença de vigilância armada 24 horas por dia, inclusive aos fins de semana e feriados, nas agências bancárias, públicas e privadas, bem como nas cooperativas de crédito do Estado de Rondônia, sob pena de multa diária no valor de 5 mil UPF (Unidade Padrão Fiscal) caso haja descumprimento e, em caso de reincidência, será cobrada em dobro", destaca José Pinheiro, presidente do SEEB-RO.
Atualmente o BB já adota um sistema de horários de funcionamento de suas agências (inclusive da área de autoatendimento) que fecha as unidades e encerra o funcionamento dos caixas eletrônicos bem mais cedo que o de costume, visando 'zelar' pela segurança dos usuários.
"Mas a retirada da figura dos vigilantes de dentro das agências, que já não é ideal - pois eles deveriam estar atuando até durante a noite - vai apenas aumentar a sensação de insegurança dos trabalhadores e da população em geral e, certamente, vai estimular ainda mais a ação de criminosos", denuncia o dirigente sindical.
O Sindicato vai encaminhar denúncia aos órgãos responsáveis pela fiscalização das instituições financeiras, como Polícia Federal, Ministério Público Federal e Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para impedir este descaso com a segurança das pessoas e com o desrespeito às leis de segurança bancária.
Autor / Fonte: SEEB-RO

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