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Pai vai processar professora que escreveu recado em mão de aluna

O pai de uma aluna de 6 anos que teve um recado anotado em sua mão pela professora se reuniu com a escola na última sexta-feira (2/3) e não aceitou o pedido de desculpas. O caso, ocorrido na Escola Classe 415 de Samambaia, teve grande repercussão e revoltou a família, que pretende acionar a Justiça.

Indignado com o que aconteceu com a filha, Gilluan Carvalho Silva, de 27 anos, não se deu por satisfeito. “Vou processar tanto a Secretaria de Educação quanto a professora. Fiquei revoltado”, afirma Gilluan, que trabalha como auxiliar de eletricista.

O pai diz, no entanto, não desejar que a educadora receba uma grande punição da secretaria, mas espera que ela ao menos seja advertida para que a situação não se repita com outras crianças. “Todo mundo falha, mas ela precisa aprender com esse caso”, destaca.

O Conselho Tutelar da Samambaia se antecipou à ideia dos pais de procurá-los. Na sexta, ligaram para a escola e tentaram falar com a docente, mas ela estava em sala de aula. “Tivemos a iniciativa após tomarmos conhecimento do caso. A professora foi notificada a comparecer no Conselho Tutelar na segunda-feira (5)”, afirma Cláudia Carvalho, conselheira da unidade de Samambaia II.

O caso
Na quarta-feira (28/2), Gilluan publicou em seu Facebook a imagem da mão de sua filha com os dizeres grafados à caneta: “caderno de meia pauta”. O recado escrito pela professora da aluna era um lembrete de que a família deveria providenciar a compra do material.

Gilluan diz não ter visto a solicitação na lista entregue pela escola anteriormente. Acredita, porém, que o recado poderia ter sido colocado em um papel ou dito diretamente à mãe da aluna, que a busca diariamente no colégio.

No encontro entre o pai, a diretora da escola e a professora, Gilluan ouviu que a educadora era inexperiente na rede pública de ensino, sendo este o seu primeiro ano em sala de aula. A diretora teria dito ainda que a menina não foi a única criança a ter o recado anotado na mão, e que os pais dos outros alunos levaram o material pedido sem mais problemas.

Para Gilluan essa declaração da responsável pela escola só reforça que o pedido de desculpas se deu unicamente devido a grande repercussão do caso após ele registrar sua indignação nas redes sociais. “Vou processar”, reforçou.

Procurada, a Secretaria de Educação não respondeu os questionamentos da reportagem. (Metrópoles)

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