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Coronavírus pode ter sido disseminado na China através de sopa de morcego

O coronavírus vem assustando a China. Não à toa, já deixou, até o início da tarde desta quinta-feira (23), ao menos duas cidades em quarentena no país asiático, além de ao menos 17 mortes e mais de 600 infectados. Porém, sua disseminação pode estar relacionada a um hábito alimentar um tanto quanto incomum: segundo uma análise genética, o morcego seria o principal hospedeiro do vírus. Assim, o consumo de sopas do mamífero pode ter ligação direta com o patógeno.

Um estudo divulgado pela "Science China Life Sciences", patrocinado pela Academia Chinesa de Ciências de Pequim, aponta que o coronavírus que surgiu na cidade de Wuhan está estreitamente relacionado a uma cepa existente em morcegos. Tão logo foi divulgado esse resultado, começou-se a especular que a ligação entre o animal e humanos seria uma sopa largamente consumida na cidade, que é feita com o mamífero inteiro, de barriga aberta.



Porém, o estudo não confirma que a ingestão da sopa que fez o “link” entre o vírus hospedado no mamífero e humanos. A pesquisa aponta a possibilidade de um hospedeiro intermediário, que seriam cobras, uma vez que o coronavírus, identificado como 2019-nCoV, se assemelha com o vírus encontrado em répteis.

"O fato de os morcegos serem os hospedeiros nativos do Wuhan CoV (coronavírus) seria um raciocínio lógico e conveniente, embora ainda seja provável que haja hospedeiros intermediários na rede de transmissão de morcegos aos seres humanos", disseram os pesquisadores.

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